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Placas Tectônicas


Placas Tectônicas

A Tectônica das Placas

Ao se observar a superfície de nosso planeta, tem-se a impressão de que ela é lisa, plana, apresentando certa homogeneidade. Essa imagem é equivocada, pois a Terra apresenta uma superfície rugosa e, do topo até o centro, possui várias camadas.

A camada mais importante para nós, seres vivos, é uma pequena “casca” conhecida como litosfera — a superfície sólida do planeta, que atinge no máximo 50 km de espessura. E mesmo essa camada não é inteira, estando fragmentada em várias partes, chamadas “placas tectônicas”. Elas recebem esse nome porque relacionam-se com os movimentos ocorridos na superfície (movimentos tectônicos), que as empurram umas contra as outras. Abaixo da litosfera (também conhecida como crosta terrestre), encontramos uma camada de material derretido conhecida como magma, cuja movimentação provocará colisões ou separações das placas.

Observe a figura acima. Nos locais para onde as correntes de magma confluem, temos a provável formação de uma cordilheira (1). Essa formação é um processo conturbado, podendo causar terremotos ou o surgimento de vulcões. Esse é o caso de toda a costa oeste da América do Norte e do Sul, onde o encontro da placa da América com a do Oceano Pacífico fez surgir a Cordilheira dos Andes e as Montanhas Rochosas. O mesmo ocorreu no encontro da placa do subcontinente indiano com a da Ásia, fazendo surgir o Himalaia, que cresce 5 cm por ano.

Placas Tectônicas

Nos locais onde as correntes se separam (2), podem ocorrer o afundamento do terreno e o surgimento de rachaduras. O magma que por aí fluir vai-se amontoando, fazendo crescer uma nova montanha. É o caso da Cadeia Dorsal Atlântica, que se originou do fundo do Oceano Atlântico.

As placas podem eventualmente deslizar sobre a superfície em direções opostas, separando partes da litosfera — como ocorre na América do Norte, nas proximidades da cidade de São Francisco, onde a falha de Santo André vai destacar a Península da Califórnia do continente americano, levando-a para o meio do Oceano Pacífico.

Considera-se que há na superfície terrestre 15 placas formando a litosfera. O seu movimento foi percebido já no século XVII, quando, ao se observar o contorno dos continentes, vários pensadores imaginavam-nos como um gigantesco quebra-cabeça. Essa teoria foi aprofundada no começo de nosso século, quando o meteorologista alemão Alfred Wegener criou a Teoria da Deriva Continental. Segundo ele, há aproximadamente 200 milhões de anos todos os continentes estavam juntos, formando uma só unidade que chamava de Pangéia. As forças interiores começaram entretanto a empurrar as grandes placas, formando há 180 milhões de anos duas grandes unidades: a Laurásia, ao norte (constituída pelas atuais América do Norte, Europa e Ásia), e a Gondwana, ao sul (com a América do Sul, África, Austrália, Índia e Antártida). A continuidade do processo resultou na posição que os continentes apresentam atualmente.

Esse processo, entretanto, não cessou. Sabe-se que os continentes continuam separando-se à velocidade de 5 cm por ano, permitindo imaginar, para daqui a 50 bilhões de anos, uma distribuição completamente diferente.

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